O dia q eu embarquei foi um dia sem mtas novidades. Foi um dia q ficou naquele clima de “caraca, acabou, chegou o dia D, to indo embora, hora de me despedir de td, o q tinha q ser já foi, não dá pra voltar atrás e agora é recomeçar do zero”.
O plano inicial era fazer um almoço em algum lugar e chamar a família toda e os amigos de Niteroi, mas senti q não ia ser uma boa já q eu ainda tinha mta coisa pra arrumar e naquele clima de despedida, domingão , a coisa ia acabar se estendendo, eu ia me enrolar toda e a última coisa q eu queria era fazer as coisas correndo e chegar atrasada no aeroporto.
Resolvemos então pedir uma comida fora e almoçar em casa msm só nós, meus pais, meu irmão e minha cunhada. Minha sogra foi lá mais tarde com o JV pra levar a mochila pra mim e se despedir, dps foi a nossa vizinha e grande amiga Jaqueline com meu eterno xodó Victor q eu vou morrer de saudade e perder ele crescendo como vimos eles desde pequenininho qnd foi morar lá no nosso prédio, dps as meninas tb foram lá e ficaram cmg até a hora q entrei no carro.
Meus tios e meus primos tb iriam ao aeroporto e nos encontraram lá direto. Meu pai como sempre não gosta de sair no carro dele (pq é carro de trabalho (ele é taxista), pq pode ficar a vontade pra tomar um chopp sem ter q dirigir dps, pq podem roubar o carro, etc,etc,etc), conseguiu por algum milagre enfiar todo mundo e todas as malas na Fiat Uno do irmão e assim nós fomos pro aeroporto.
Chegando no check in da TAM, foi super tranquilo, sem filas, sem estresse, td OK, tinhamos 2h antes do embarque e fomos então na Receita Federal fazer o registro da trompa pra q eu não pague imposto por ela qnd voltar ao BR. Isso sim foi um estresse.
Tinha uma fila enorme, dois caras totalmente de saco cheio com a vida, só uma janelinha de vidro com um buraquinho igual daqueles de caixa de banco pra passar as câmeras fotográficas, laptops e afins e eu pensando como eu q eu iria passar a minha trompa naquele buraquinho e ainda por cima deixar um daqueles indivíduos de saco cheio ficar segurando o meu instrumento, já q eles tem q conferir o número de série q vc escreveu no formulário e etc (como disse o Ulisses do TECLA SAP, adoro usar etc, não preciso pensar, rs).
Eu não sabia aonde ficava o número de série da trompa. Nunca precisei disso e nunca parei pra olhar tb, exatamente pq nunca tinha precisado disso antes, e fiquei lá com meu irmão rodando a trompa de td qnt é jeito tentando encontrar o tal do número, qnd achamos um q ficava no rotor (o mecanismo da trompa), parecia ser aquele mesmo e escrevemos no papel.
“Entreguei” na mão do cara (q nada, ele pegou e eu dei uma de contorcionista, passei o braço pelo buraquinho e fiquei segurando junto com ele enquanto ele virava e desvirava ela pra ver se não tinha msm nenhum outro número nela) e como o número estava em um dos rotores, como eu disse, ele me vem cheio de marra e pergunta se aquela peça saia, pq se tirasse, não poderiam considerar como numero de série pq algum dia eu poderia tirar aquela parte e não seria mais o número de série do instrumento, bla, bla, bla.
Notava-se q o cara (e obviamente todos da fila) nunca tinha lidado com um instrumento daquele porte antes e tava sem saber como agir, mas jamais iria demonstrar isso pra gente. Aí ficou querendo tirar onda com a minha cara. Foi aí q eu disse q obviamente era aquele número sim, pq se fosse número de série do rotor separado, deveria haver um número diferente em CADA rotor, o q não era o caso.
Daí em diante, o colega ao lado virou pra ele e disse q o instrumento estava bem usado e ninguém iria encrencar cmg qnd voltasse. Me entregou o recibo assinado e me liberou. Afff, perdi 30min da minha vida.
O tempo q sobrou fomos fazer um lanche na praça de alimentação. Foi momento tb pra tirar foto com todo mundo e com cada um separado. E momento tb de dar aquela zuada com a minha cara, sabe como é né, 7 meses sem ver o marido, etc e tal…rs
Como estávamos no Terminal 1 e meu vôo saia no 2, nem demoramos mto por ali, só o suficiente pra fazer uma boquinha msm e andar aquele pedação todo de volta pra área de embarque.
A medida q fomos nos aproximando foi me dando aquele frio na barriga de “chegou a hora” e me deu uma vontade incrível de chorar. Dei uma segurada básica nessa hora, mas na hora dos abraços foi inevitável.
A primeira q eu abracei foi minha mãe e foi instantâneo, chora daqui, chora de lá, abraça daqui, abraça de lá, a essa altura meu pai tb já tava se debulhando em lágrimas e o resto do povo todo olhando em silêncio, esperando a vez de abraçar e desejar “boa viagem, vai com Deus, vai dar td certo, etc”.
Chorei mto, fiquei mto agitada na hora, mas estava mto feliz, tava sorridente, esperançosa, bastante otimista e confiante. Totalmente diferente de 5 anos antes qnd eu tava indo pra Alemanha passar apenas 1 ano.
A minha maior felicidade naquele momento era q finalmente dps de 7 meses eu iria reencontrar meu marido. Passamos por mtas coisas nesse tempo separados, mtas provações, mas graças a Deus com mto amor e sabedoria conseguímos superar e aquele momento finalmente tinha chegado.
Assim q entrei na área de embarque, tinha uma fila enorme lá dentro pra verificação do passaporte na PF. Posso dizer q fiquei uns 40 min só ali. Lá dentro msm, tava super tranquilo. Andei mtooooooooooo pra achar o portão de embarque do meu vôo. Saí correndo preocupada, achando q já tinham chamado todo mundo, q provavelmente eu tinha ficado agarrada naquela fila toda e só falatava eu pra entrar no avião e qnd chego lá, tava todo mundo sentado esperando ser chamado ainda :S As cadeiras estavam todas ocupadas, eu super cansada, costas doendo e braços idem, sentei no chão msm e ali fiquei.
40 min dps começaram a chamar e msm assim demorou mto pra q todos embarcassem. Nota 0 pra TAM nessa hora. Nunca vi tanto despreparo e falta de informações por parte dos funcionários da empresa.
Resultado: o vôo saiu com 1:10 de atraso. Em parte eu tava até achando bom pq como iria fazer a escala em Miami, o vôo pra LA seria 4h dps da minha chegada em MIA. O atraso de 1h nesse caso vinha bem a calhar (q nada…).
Como de praxe, tomei meu Dramin pra ferrar no sono a noite toda e me lembro de pouca coisa do vôo. Ah só q eu acordei umas 2 ou 3 vezes durante a viagem, totalmente desconfortável pq o assento do avião mal recostava e só pensei q as viagens q eu fazia Rio-Vitória de ÔNIBUS pela Águia Branca, eram mto mais confortáveis do q essa pela TAM de avião pagando 50 vezes mais caro e levando o msm tempo de viagem (lógico q não pro msm lugar).
Próximo post eu conto a minha chegada no EUA. Aguardem….
Tati, meus pais fizeram um churrasco de despedida pra mim, so pra nossa familia e convidei minhas duas amigas mais especiais. No dia que fui embora, saindo de Vitoria, nao quis que ninguem fosse comigo no aeroporto. Quando eu ja tava na sala de espera anunciaram pra eu ir la fora e uma grande amiga minha foi la me dar um abraco de ultima hora junto com os filhos. Uma coisa linda. Me emocionou demais. Meu marido foi a SP me ‘buscar’ entao viajamos juntos, por NY. Em Guarulhos tinha uma super fila na TAM, quilometrica, mas foi tranquilo. Na imigracao em NY tambem. A mulher pediu meu passaporte, entreguei o pacote k3 pra ela e entrei. Easy peasy. Esperamos 5 horas pelo voo pra Michigan. Depois conta como foi a chegada aos EUA.